Poesia, pensamentos, palavras soltas, de minha autoria e outros poetas de minha eleição. Creio que a poesia portuguesa é a melhor do mundo.Tem mais musicalidade e maior riqueza de palavras.Vamos ler português! Todos os poemas de minha autoria estão registados. Por tal facto estão reservados todos os direitos de autor.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
...desse beijo tão perdido...

LETRA PARA FADO
Beijo da saudade
Trago a saudade comigo
dentro do meu coração
desse beijo tão perdido
perfeito novo inimigo
sabor doutra condição
Não quero mais este pranto
do gosto dos lábios teus
pois era doutra o encanto
e eu era outra portanto
morrendo por beijos teus
Meu amor, hó minha vida
se a fantasia acabou
ando num barco perdida
és minha chama inimiga
que este meu amor queimou
Já não, já não quero mais
trazer comigo a saudade
porque são espadas brutais
lancinantes são punhais
que matam minha vontade
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
...ave solta de brandura.....ser meu corpo sua chama..

AI SE EU PUDESSE ESCOLHER UM AMOR ASSIM
Ai se eu pudesse
escolher um amor assim
ave solta de brandura
perfeita paz de cetim
fosse eu, nova frescura
sua taça de marfim
Ai se eu pudesse
escolher um amor assim
fosse eu, nova primavera
com doce olor de jasmim
restava meu rosto à espera
como lirio de jardim
Ai se eu pudesse
escolher um amor assim
ser meu corpo sua chama
meus lábios o seu festim
meu leito a sua cama
só tivesse olhos p'ra mim
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Decepções...

FRASES DE DECEPÇÂO
Ilusões, mentiras e decepções. A dor de um coração partido, seus pedaços caem sobre o chão de lágrimas de um amor perdido, um amor que não merece ser sentido.
Natália Sugawara
As decepções não são motivos para rejeitar o amor.Muito pelo o contrário,elas são a prova de que, sempre é hora de recomeçar.
Sarah Ismênia Saruth
sábado, 12 de novembro de 2011
...o amor...

MEU AMOR,
Amo como ama o amor.
Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar.
Que queres que te diga, além de que te amo,
se o que quero dizer-te é que te amo?"
Se perder um amor... não se perca!
Se o achar... segure-o!
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.
O mais... é nada."
...
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência, não pensar...
sábado, 29 de outubro de 2011
...ansias saciadas...teus desejos...

Querer-te tanto assim quanto quero amor
é dor que aumenta a cada instante
apesar de saber-te tão distante
magoa mais a triste sina deste ardor
A quem dás os teus gemidos de prazer
as ansias saciadas...teus desejos
perdes-te nos lábios... em que beijos?
Seca minha boca..sem viver!
.................
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
...Se olhares o horizonte e nada vislumbrares...

MEU AMOR
Só tu existes
Se olhares o céu e não vires o sol
é porque se envergonhou pela superioridade do calor
e do sorriso que tens
Se olhares o céu e não vires as estrelas
é porque se envergonharam pela superioridade da luz
e do brilho que emanas
Se fores ao mais belo jardim e não vires uma flor
foi ele que se envergonhou pela superioridade da beleza
e do olor que exalas
Se quiseres comtemplar o mar e ele não estiver
foi ele que se envergonhou pela superioridade das águas
das lágrimas da minha felicidade
Se olhares o horizonte e nada vislumbrares
é porque se envergonhou pela superioridade que tens
e tão somente,
porque só tu existes!
terça-feira, 27 de setembro de 2011
...Podem voar mundos....tu és como Deus: Princípio e Fim!.

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!
«Tudo no mundo é frágil, tudo passa...»
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, digo de rastros:
«Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!.
Luís, Dedico-te este poema com todo o meu amor,porque és e sempre serás para sempre o amor da minha vida.
sábado, 24 de setembro de 2011
...luz que dá na cor, É uma cor que dá na vida...o amor..

DEFINIÇÃO DO AMOR
"Amor é fogo que arde sem se ver
é ferida que dói e não se sente
é um contentamento descontente
é dor que desatina sem doer"
Que o poeta de todos os poetas
me conceda boa estrela
que a estrela de todos os astros
me premeie na lapela
prémios de honor
prefiro os muitos
oferecidos pelas mãos do amor
coroando o amor e seus heterónimos
nem vão caber nos Jerónimos
Amores anónimos não há
e assim foi pela madrugada
mesmo que seja um "assim fosse"
vou nomear-te namorada
ninguém já soube o que é o amor
se o amor é aquilo que ninguém viu
uma cor que fugiu
de um pano leve
e pairou serena e breve
no ar
(Pousa agora, borboleta
na pena deste poeta:)
É uma cor que dá na vida
o amor
é uma luz que dá na cor
É uma cor que dá na vida
o amor
é uma luz que dá na cor
mas é uma batalha perdida
que se trava com ardor
é uma cor que dá na vida
o amor
dor que desatina sem doer
Se devagar se vai ao longe
devagar te quero perto
mesmo que o que arde nunca cure
vou beijar-te a sol aberto
é já dos livros que o instante
se parece tanto com a eternidade
e que o amor, na verdade
só se cansa de ti
se de ti mesmo te cansas
Mordidas mansas, emoções
suspiros densos, afagares
liberto das definições
o amor define os seus lugares
ilhas desertas até ver
ver o sol, a chuva
o arco do corpo
arco-íris, corpo a corpo
cara a cara, cor a cor
incandescendo o olhar
(Pousa agora, borboleta
na pena deste poeta:)
É uma cor que dá na vida
o amor...
E ao pôr o dedo nas feridas
que supúnhamos curadas
provas de fogo atravessamos
no mar alto festejadas
não se controla o inesperado
nem se diz o indizível do amor
uma cor que fugiu
de um pano leve
e pairou serena e breve
no ar
(Pousa agora, borboleta
na pena deste poeta:)
É uma cor que dá na vida
o amor...
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
..desprezo...sem compaixão..

DESPREZO
Percebes o quão rudes são os versos
Que outrora abrilhantaram com exatidão
Caminhos tortuosos e inversos
Banindo suntuosos, a sofreguidão?
Oras, pois, que os tons destes verbos
Açoites dispersos da inexatidão
Provém de sentimentos incertos
Vis, cruéis e sem compaixão
Então, segues teu caminho,
Que te vem enquanto troça
Perseguido em desatinos,
Por esta dor, tão sem resposta
.......................
Desprezo
Alguém já te deu as costas?
Sim. Isto acontece-nos todos os dias.
Porém, quando este alguém que nos despreza,
É aquela pessoa que gostamos tanto,
Ai! Dói muito.
O desprezo frusta-nos,
Qualquer expectativa,
E o sofrimento é terrível.
Não sei até quando,
Eu vou amar sozinha.......
..............
sábado, 27 de agosto de 2011
...Quando é amar que deves. Se não amas, ...
AMO COMO O AMOR AMA
Amo como o amor ama.
Não sei razão pra amar-te mais que amar-te.
Que queres que te diga mais que te amo,
Se o que quero dizer-te é que te amo?
..............................................................
Quando te falo, dói-me que respondas
Ao que te digo e não ao meu amor.
..............................................................
Ah! não perguntes nada; antes me fala
De tal maneira, que, se eu fora surda,
Te ouvisse todo com o coração.
Se te vejo não sei quem sou: eu amo.
Se me faltas [...]
... Mas tu fazes, amor, por me faltares
Mesmo estando comigo, pois perguntas —
Quando é amar que deves. Se não amas,
Mostra-te indiferente, ou não me queiras,
Mas tu és como nunca ninguém foi,
Pois procuras o amor pra não amar,
E, se me buscas, é como se eu só fosse
Alguém pra te falar de quem tu amas.
.............................................................
Quando te vi amei-te já muito antes
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci pra ti antes de haver o mundo.
Não há cousa feliz ou hora alegre
Que eu tenha tido pela vida fora,
Que o não fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro.
.............................................................
(Excerto do poema)
...com a luz e a fé dum crente....
CINISMOS
Eu hei-de lhe falar lugubremente
Do meu amor enorme e massacrado,
Falar-lhe com a luz e a fé dum crente.
Hei-de expor-lhe o meu peito descarnado,
Chamar-lhe minha cruz e meu Calvário,
E ser menos que um Judas empalhado.
Hei-de abrir-lhe o meu íntimo sacrário
E, desvendar a vida, o mundo, o gozo,
Como um velho filósofo lendário.
Hei-de mostrar, tão triste e tenebroso,
Os pegos abismais da minha vida,
E hei-de olhá-la dum modo tão nervoso,
Que ela há-de, enfim, sentir-se constrangida,
Cheia de dor, tremente, alucinada,
E há-de chorar, chorar enternecida!
E eu hei-de, entáo, soltar uma risada...
sexta-feira, 15 de julho de 2011
...Beija-me as mãos...Os beijos que sonhei pra minha boca!

Amiga
Deixa-me ser a tua amiga, Amor,
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor
A mais triste de todas as mulheres.
Que só, de ti, me venha magoa e dor
O que me importa a mim? O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por mo dizeres!
Beija-me as mãos, Amor, devagarinho...
Como se os dois nascessemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...
Beija-mas bem!... Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei pra minha boca!
quinta-feira, 14 de julho de 2011
...à procura de casa onde se aqueça...

Respira. O oxigénio espera da tua esfera
Respira. O oxigénio espera da tua esfera
de cor... o teu afago a tudo.
O oxigénio é meigo. Ele às vezes consegue
sair das folhas verdes sem ruído no escuro.
Como um ladrão que rouba o próprio sangue
e o leva ao inimigo... assim ele anda
à procura de casa onde se aqueça
vendo que em pedra e telha a traz consigo
Respira.O oxigénio espera o teu relógio
de luz ...o teu sorriso claro.
O oxigénio é meigo. Ele às vezes constrói
Uma impossível casa à beira do teu lábio
terça-feira, 31 de maio de 2011
Deixa que feche o anel em redor do teu pescoço...

SEGREDO
Não contes do meu
vestido
que tiro pela cabeça
nem que corro os
cortinados
para uma sombra mais espessa
Deixa que feche
o anel
em redor do teu pescoço
com as minhas longas
pernas
e a sombra do meu poço
Não contes do meu
novelo
nem da roca de fiar
nem o que faço
com eles
a fim de te ouvir gritar
(Para ti Luís com todo o meu amor )
sexta-feira, 27 de maio de 2011
...no obscuro desejo, ...

no obscuro desejo,
no incerto silêncio,
nos vagares repetidos,
na súbita canção
que nasce como a sombra
do dia agonizante,
quando empalidece
o exterior das coisas,
e quando não se sabe
se por dentro adormecem
ou vacilam, e quando
se prefere não chegar
a sabê-lo, a não ser,
pressentindo-as, ainda
um momento, na aresta
indizível do lusco-fusco.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Solta-se um beijo..solta-se a alma gigante.. pensamento errante...

Solta-se um beijo
solta-se a alma gigante
pensamento errante
sonho de sabores...
Da tua boca...
Que se perde na lua imensa de solidão...
Solta-se um beijo
solta-se um suspiro
a angústia do teu silêncio
a despedida adiada
a desmesurada espera do sim
para mim...
Do beijo que se solta..
Sem beijar
..Perdido no cais
da minha boca
que espera o beijo
que afinal
não me beija!
terça-feira, 3 de maio de 2011
..Imagina-te como uma criança...Grita corre salta ri...

PÁRA UM POUCO PARA PENSAR
Pára um pouco para pensar
Imagina-te como uma criança
Sã inocente e sonhadora
Fecha os olhos
E vê como o mundo é belo
Apesar de suas crueldades
Age como essa criança
Que ignorando
Problemas ou dificuldades
Ultrapassando obstáculos
Tudo faz para vencer
Que sem medos
Ou desconfianças
Em todos vê aliados
Para conseguir
Aquilo que quer
E sempre que algo quer
Pede luta pede
E pede e luta e pede
Até que consegue
Grita corre salta ri
Parte para a descoberta
Não perde uma oportunidade
Está sempre a aprender
E com esse desejo ardente
De tudo conhecer
Tudo pergunta
Para tudo saber
É assim a criança
Que ainda não conhece
A palavra dar
E dá
Que ainda não conhece
A palavra perdoar
E perdoa
Que ainda não conhece
A palavra amar
E ama
E desconhece a palavra
Convicção
Mas age com convicção
E desconhece a palavra
Entusiasmo
Mas age com entusiasmo
E desconhece a palavra
Persistência
Mas age com persistência
E desconhece a palavra
Desistir
Mas nunca desiste
Imagina-te como essa criança
Pára um pouco para pensar
sábado, 26 de março de 2011
...Aninha-me a sorrir junto ao teu peito,...

Diz-me, Amor, como Te Sou Querida
Dize-me, amor, como te sou querida,
Conta-me a glória do teu sonho eleito,
Aninha-me a sorrir junto ao teu peito,
Arranca-me dos pântanos da vida.
Embriagada numa estranha lida,
Trago nas mãos o coração desfeito,
Mostra-me a luz, ensina-me o preceito
Que me salve e levante redimida!
Nesta negra cisterna em que me afundo,
Sem quimeras, sem crenças, sem turnura,
Agonia sem fé dum moribundo,
Grito o teu nome numa sede estranha,
Como se fosse, amor, toda a frescura
Das cristalinas águas da montanha!
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
...A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo...

A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.
sábado, 12 de março de 2011
...Deus costuma usar a solidão...usa a morte, quando quer mostrar a importância da vida...

Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer mostrar-nos a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer mostrar-nos a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer mostrar-nos a importância da vida.
Deixo aqui com este poema os meus sinceros pêsames à familia e amigos do antigo bandarilheiro e apoderado de Luís Rouxinol ,
Exmo Sr. Mário Freire que partiu para outra dimensão.
...Faz os teus braços fechar-me as asas ...

DÁ-ME LUME
Chegaste com três vinténs
E o ar de quem não tem
Muito mais a perder
O vinho não era bom
A banda não tinha som
Mas tu fizeste a noite apetecer
Mandaste a minha solidão embora
Iluminaste o pavilhão da aurora
Com o teu passo inseguro e o paraíso no teu olhar
Eu fiquei louco por ti
Logo rejuvenesci
Não podia falhar
Dispondo a meu favor
Da eloquência do amor
Ali mesmo á mão de semear
Mostrei-te a origem do bem e do reverso
Provei-te que o que conta no universo
É esse passo inseguro e o paraíso no teu olhar
Dá-me lume, dá-me lume
Deixa o teu fogo envolver-se até a música acabar
Dá-me lume, não deixes o frio entrar
Faz os teus braços fechar-me as asas há tanto tempo a acenar
Eu tinha o espirito aberto
Ás vezes andei perto
Da essência do amor
Porém no meio dos colchões
No meio dos trambolhões
A situação era cada vez pior
Tu despertaste em mim um ser mais leve
E eu sei que essencialmente isso se deve
A esse passo inseguro e ao paraíso no teu olhar
Se eu fosse compositor
Compunha em teu louvor
Um hino triunfal
Se eu fosse critico de arte
Havia de declarar-te
Obra prima á escala mundial
Mas não passo de um homem vulgar
Que tem a sorte de saborear
Esse teu passo inseguro e o paraíso no teu olhar
sexta-feira, 11 de março de 2011
...Enredada estou de mim ...neste vício de enredar...

POEMA SOBRE O ENREDO
Enredada estou de mim
nesta febre em que me vejo
já que enredada de ti
não se cura o meu desejo
que nem me pus de curar
este fogo do teu corpo
nem me pus de enganar
esta sede que provoco
pois logo desenredada
eu sei que me enredaria
neste vício de enredar
o meu espasmo em teu orgasmo
por sua vez enredado na branda rede dos dias
sábado, 26 de fevereiro de 2011
...Não contes ...
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
...podes dar mais uma asa a quem tem sede de voar ...

Um Pouco Mais de Nós
Podes dar uma centelha de lua,
um colar de pétalas breves
ou um farrapo de nuvem;
podes dar mais uma asa
a quem tem sede de voar
ou apenas o tesouro sem preço
do teu tempo em qualquer lugar;
podes dar o que és e o que sentes
sem que te perguntem
nome, sexo ou endereço;
podes dar em suma, com emoção,
tudo aquilo que, em silêncio,
te segreda o coração;
podes dar a rima sem rima
de uma música só tua
a quem sofre a miséria dos dias
na noite sem tecto de uma rua;
podes juntar o diamante da dádiva
ao húmus de uma crença forte e antiga,
sob a forma de poema ou de cantiga;
podes ser o livro, o sonho, o ponteiro
do relógio da vida sem atraso,
e sendo tudo isso serás ainda mais,
anónimo, pleno e livre,
nau sempre aparelhada para deixar o cais,
porque o que conta, vendo bem,
é dar sempre um pouco mais,
sem factura, sem fama, sem horário,
que a máxima recompensa de quem dá
é o júbilo de um gesto voluntário.
E, afinal, tudo isso quanto vale ?
Vale o nada que é tudo
sempre que damos de nós
o que, sendo acto amor, ganha voz
e se torna eterno por ser único e total.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
lindos versos raros...eu não tos digo ainda...

Os versos que te fiz
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.
Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!
Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!
Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
...Sem ele sou apenas uma pedra fria!...

SEM O TEU AMOR EU MORRO
Tirem-me a carruagem de fogo;
As pratas que trago nos cabelos...
Ceguem meus olhos e os espelhos;
Mas não me tirem o meu amor,
Pois sem ele não nasce o dia:
Sem ele sou apenas uma pedra fria!
Tirem-me a graça e todo o colorido;
O rubro ourado das manhãs de auroras;
As gameleiras, laranjeiras e as alterosas;
Mas não me tirem o meu amor,
Pois sem ele, ai de mim! Não sobrevivo:
Sem ele sou apenas um grão de trigo!
Tirem-me, dos céus, os astros e os planetas,
Os cometas, as galáxias e o meu coração;
O meu juízo e o pouco da minha razão;
Mas não me tirem o meu amor,
Pois sem ele minha casa é cinza e feia:
Sem ele sou apenas um grão de areia!
Tirem-me a poesia e todo o meu mundo;
As baunilhas e as hortelãs silvestres;
Que nunca mais raie a abóbada celeste!...
Mas não me tirem o meu amor,
Pois sem ele não sou homem, sou lodo:
Sem ele... Sem ele... Eu morro!
sábado, 12 de fevereiro de 2011
...É fácil caminhar lado a lado,Difícil é saber como se encontrar!...

"É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!
Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo."
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
....E em seu louvor hei de espalhar meu canto....

Soneto da Fidelidade
E tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meus pensamentos
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Para reflectir...Vamos sempre a tempo de mudar....

A principal e mais grave punição para quem cometeu uma culpa está em sentir-se culpado. "
( Sêneca )
"Aquele que não tem confiança nos outros, não lhes pode ganhar a confiança." (Lao Tsé)
"Um ato de confiança dá paz e serenidade." (Fiodor Dostoievski)
"O otimismo é a fé que leva à realização. Nada pode ser feito sem esperança ou confiança." (Helen Keller)
"Pode-se, à força de confiança, colocar alguém na impossibilidade de nos enganar." (Joseph Joubert)
"O ciúme é indicio de baixeza moral: aquele que desconfia merece que ninguém lhe dê confiança, pois o homem avalia o proceder alheio pelo seu." (Demófilo)
"Há seis requisitos necessários para um casamento ser feliz: o primeiro chama-se Fé, e os outros cinco, Confiança." (Elbert Hubbard)
"O hábito do vício atenua, mas nunca afoga inteiramente a voz dos remorsos."
( Edward Young
"A maior punição do homem é o remorso."
( Miguel Couto )
Caráter - Nenhum indício melhor se pode ter a respeito de um homem do que a companhia que frequenta: o que tem companheiros decentes e honestos adquire, merecidamente, bom nome, porque é impossível que não tenha alguma semelhança com eles. (Adam Parfrey)
Consciência - A primeira e pior de todas as fraudes é enganar-se a si mesmo. Depois disto, todo o pecado é fácil (J. Bailey)
"É prudente aquele que não confia mais em quem o iludiu uma única vez; mas será injusto não confiar em mais ninguém porque foi iludido por outrem."
( Ramakrishna )
"As pessoas direitas são guiadas pela honestidade. A maldade dos falsos é a sua própria desgraça."
( Rei Salomão )
"Metade dos nossos erros na vida nascem do fato de sentirmos quando devíamos pensar e pensarmos quando devíamos sentir."
( J. Collins )
"Confessar um erro é demonstrar, com modéstia, que se fez progresso na arte de raciocinar. "
( Jonathan Swift )
...desembarcar nas ilhas misteriosas....Contar-te o mar ardente e o verbo amar.

Coisa Amar
Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.
Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.
Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como doi
desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
...que eu me perca em ser mera treva e me torne noite também,...
...Meu chamado caiu no abismo do teu silêncio..

DESENCANTO
Estou abandonando os meus sonhos,
pela falta de possibilidades,
por ter tanto amor dentro de mim,
e não saber o que fazer com ele...
Sem poder repartir contigo,
o que sinto...
Meu chamado caiu no abismo
do teu silêncio..
Estou à espera do próximo instante,
a escuridão a cegar,
esse meu úmido olhar...
O pior,é que ainda bate
um coração dentro de mim..
avisando que eu ainda existo...
que o sangue ainda corre
pelo meu corpo fraco..
Mas,hoje nada sou,
sem a força da tua emoção,
estou apagando,
estou perto do fim...
(jazo-me diante de tí..)
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Nunca dá amor demais quem ama!...
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
...Meu ser evaporei na lida insana, Do tropel de paixões que me arrastava;...

MEU SER EVAPOREI NA LIDA INSANA
Meu ser evaporei na lida insana
Do tropel de paixões que me arrastava;
Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim quase imortal a essência humana.
De que inúmeros sóis a mente ufana
A existência falaz me não doirava!
Mas eis sucumbe a natureza escrava
Ao mal que a vida em origem dana.
Prazeres, sócios meus, e meus tiranos!
Esta alma, que sedenta em si não coube,
No abismo vos sumiu dos desenganos.
Deus, ó Deus! Quando a morte a luz me roube,
Ganhe um momento o que perderam anos,
Saiba morrer o que viver não soube
sábado, 29 de janeiro de 2011
...E traz na noite, o leito amante...
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
...E quando a sente alegre, fica triste. E se a vê descontente, dá risada...
Para ti Luís,meu maior amor,
dedico este poema de Vinicius de Morais

Soneto do maior amor
Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.
Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo
Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
dedico este poema de Vinicius de Morais

Soneto do maior amor
Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.
Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo
Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Lábios que não beijei...a sobrevivência do sonho,...

Lábios que não beijei
Agora lhes beijo,
e agradeço a sobrevivência do sonho,
a sobrevivência dos sons, dos ruídos.
A hipótese de ser libidinoso e bom.
Risos mordidos, escrachados...
O escândalo na rua, na calçada,
com bocas coladas.
Lábios que não beijei
Agora lhes beijo, e agradeço o guia, mil vezes,
refeito pelas mãos velozes.
Dedos doidos, inquietos, exploradores;
A permanente expedição pela carne.
A idéia de ferro e fogo
em nossos tecidos desalinhados.
A linha rompida, rasgada...
A invasão do privado.
Os músculos impacientes,
a eminente explosão dos botões
e a incontinência dos zíperes,
na busca do mais fundo...
E vem à tona bocas
de pernas para o ar em levitação.
Lábios que não beijei
Agora lhes beijo, e agradeço o aroma de
maçã, cereja,
outra fruta...
Gosto de amor condensado, intenso.
A cisma de apalpar uma escultura,
bolinar...
Sugar língua clandestina
E, por fim, desvendar uma identidade pelo tato.
Lábios que não beijei
Agora lhes beijo, e agradeço a graça e a
ilusão de bocas
que se bifurcam como nos jardins de Alá,
e do além.
A falta da húmida saliva,
o atordoado gesto sumário,
a extensão do que não houve...
O estado grave, o coma e a cama.
Lábios que não beijei
Beijo-lhes agora, de joelhos,
e agradeço a distância sensata que nos
manteve.
O que fomos depois
E nossos lábios desunidos jamais souberam
O que somos, e a certeza de quilómetros
rodados em outras bocas.
O beijo partido...
O que me coube nos lábios,
a cama que poderia ter sido,
poderia ter dado,
poderia ser, mais não foi.
E não houve...
E nem foi ouvido...
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
...fico ao teu lado..

Imagem de (PedroPinto|Photography.Olhares.com)
INTERLÚDIO
As palavras estão muito ditas
e o mundo muito pensado.
Fico ao teu lado.
Não me digas que há futuro
nem passado.
Deixa o presente — claro muro
sem coisas escritas.
Deixa o presente. Não fales,
Não me expliques o presente,
pois é tudo demasiado.
Em águas de eternamente,
o cometa dos meus males
afunda, desarvorado.
Fico ao teu lado
...Aponta-me todas as coisas que há nas flores....
Não tenho ambições nem desejos.
ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sózinho.
...
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
...
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem sabe o que é amar...
...
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
...
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
...trocarei os lençóis da cama por outros, mais limpos.
Não voltei a esse corpo; e não sei
se aqueles que o vestiram antes e depois
de mim souberam nele o verdadeiro calor
e lhe conheceram os perigos, os labirintos,
as pequenas feridas escondidas. Não voltarei
provavelmente a sentir a respiração
palpitante desse corpo, desse lugar onde as ondas
rebentavam sempre crespas junto do peito, do meu peito
também, às vezes.
Uma noite outro corpo virá lembrar essa maresia,
o cheiro do alecrim bruscamente arrancado à falésia.
E eu ficarei de vigília para ter a certeza de quem me recolheu,
porque os cheiros tomam os lugares parecidos, confundíveis.
Quando a manhã me deixar de novo sozinha no meu quarto
trocarei os lençóis da cama por outros, mais limpos.
sábado, 9 de outubro de 2010
...Estou flor ao vento que desflora...
...Como nuvem que o vento impele... e passa....
DESESPERANÇA
Vai-te na aza negra da desgraça,
Pensamento de amor, sombra d'uma hora,
Que abracei com delírio, vai-te, embora,
Como nuvem que o vento impele... e passa.
Que arrojemos de nós quem mais se abraça,
Com mais ancia, á nossa alma! e quem devora
D'essa alma o sangue, com que vigora,
Como amigo comungue á mesma taça!
Que seja sonho apenas a esperança,
Enquanto a dor eternamente assiste.
E só engano nunca a desventura!
Se era silêncio sofrer fora vingança!..
Envolve-te em ti mesma, ó alma triste,
Talvez sem esperança haja ventura!
...E d'entre a névoa e a sombra ...

CONTEMPLAÇÃO
Sonho de olhos abertos, caminhando
Não entre as formas já e as aparências,
Mas vendo a face imóvel das essências,
Entre idéias e espíritos pairando...
Que é o mundo ante mim? fumo ondeando,
Visões sem ser, fragmentos de existencias...
Uma névoa de enganos e impotências
Sobre vácuo insondável rastejando...
E d'entre a névoa e a sombra universais
Só me chega um murmúrio, feito de ais...
É a queixa, o profundíssimo gemido
Das coisas, que procuram cegamente
Na sua noite e dolorosamente
Outra luz, outro fim só pressentido...
sábado, 2 de outubro de 2010
...Louco amor meu, que quando toca, fere...
Maior amor
Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.
Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo
Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.
Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo
Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Caros leitores
Retirei por um tempo a maioria dos meus poemas de minha autoria do blog.Brevemente cá estarão novamente com outra apresentação.Boas leituras.Até breve.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
...No silêncio mais fundo desta pausa...

Faleceu hoje(18 Junho)em Lanzarote o prémio Nobel da Literatura do ano 1998,José Saramago.José de Sousa Saramago de seu nome completo,nasceu na freguesia de Azinhaga Concelho da Golegã a 16 de Novembro de 1922.Foi um escritor, argumentista, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português.
Ganhou ainda o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Saramago foi considerado o responsável pelo efectivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa.
Aqui fica uma simbólica homenagem com um lindo poema do autor.
Intimidade
No coração da mina mais secreta,
No interior do fruto mais distante,
Na vibração da nota mais discreta,
No búzio mais convolto e ressoante,
Na camada mais densa da pintura,
Na veia que no corpo mais nos sonde,
Na palavra que diga mais brandura,
Na raiz que mais desce, mais esconde,
No silêncio mais fundo desta pausa,
Em que a vida se fez perenidade,
Procuro a tua mão, decifro a causa
De querer e não crer, final, intimidade.
José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Golegã...Terra de toiros e cavalos...
Poema dedicado ao Exmº Sr.Presidente da Câmara Municipal da Golegã, Dr. José Veiga Maltez, que tem sido uma figura ilustre e de destaque neste Concelho,pelo que tem feito em nome do progresso, competitividade, cultura,empreendedorismo e procurado com a inteligência e dedicação que lhe é peculiar, levar este lindo Concelho, além fronteiras, pelos melhores motivos!
Aqui fica o meu apreço e agradecimento.
Fotografia de Emílio Biel >
Golegã
Golegã destes meus sonhos
tens o verde da esperança
dos meus sonhos de criança
que espraiam no teu olhar...
és história colorida,...
..A garça de puro branco!
Baila o teu ventre em trigais
dourados,inebriantes,
entre trotes,galopantes
de uma valsa qualquer...
num erotismo pungente
na terra fértil,hilariante!
Golegã destes meus sonhos
beija-te o Tejo escarpido
por entre o verde esculpido
dos salgueiros e dos juncos...
Em anarquia constante
semblante, de cortesia...
Terra de toiros e cavalos
de gente nobre e artista
como guitarra fadista
de coração português...
És saudade que regressa
na alma do viajante...
Trago comigo o semblante
das auroras que te acordam
dos olores que me recordam
a madrugada estival
por entre a terra florida
desse sonho que é real
Tuas gentes oh Golegã
são tuas, mesmo de fora
que te levam na memória
a tradição e a garra...
Na bagagem simpatia,
no peito quente e ardente!
Aqui fica o meu apreço e agradecimento.
Fotografia de Emílio Biel >Golegã
Golegã destes meus sonhos
tens o verde da esperança
dos meus sonhos de criança
que espraiam no teu olhar...
és história colorida,...
..A garça de puro branco!
Baila o teu ventre em trigais
dourados,inebriantes,
entre trotes,galopantes
de uma valsa qualquer...
num erotismo pungente
na terra fértil,hilariante!
Golegã destes meus sonhos
beija-te o Tejo escarpido
por entre o verde esculpido
dos salgueiros e dos juncos...
Em anarquia constante
semblante, de cortesia...
Terra de toiros e cavalos
de gente nobre e artista
como guitarra fadista
de coração português...
És saudade que regressa
na alma do viajante...
Trago comigo o semblante
das auroras que te acordam
dos olores que me recordam
a madrugada estival
por entre a terra florida
desse sonho que é real
Tuas gentes oh Golegã
são tuas, mesmo de fora
que te levam na memória
a tradição e a garra...
Na bagagem simpatia,
no peito quente e ardente!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
...na frescura dos lagos de nenúfares...

ESTAVAS LÁ
Surpreendentemente estava lá.
Voei na frescura dos lagos de nenúfares...
Bebi o perfume das acácias e saciei a sede de liberdade!
Desnuda, soltei-me ao vento e sacudi essa brisa, nas asas do sonho...
Voei horizontes verdes e tudo era leve e belo...
Planei as profundezas convexas do espírito e encontrei a paz...
Expectante numa serenidade ímpar estavas lá...!
terça-feira, 25 de maio de 2010
...Morro assaltando morro se me assaltas....

AS FACAS
Quatro letras nos matam quatro facas
que no corpo me gravam o teu nome.
Quatro facas amor com que me matas
sem que eu mate esta sede e esta fome.
Este amor é de guerra. (De arma branca).
Amando ataco amando contra-atacas
este amor é de sangue que não estanca.
Quatro letras nos matam quatro facas.
Armado estou de amor. E desarmado.
Morro assaltando morro se me assaltas.
E em cada assalto sou assassinado.
Quatro letras amor com que me matas.
E as facas ferem mais quando me faltas.
Quatro letras nos matam quatro facas.
...eu sou do bando,impermanente das aves friorentas ;

O ESPÍRITO
Nada a fazer amor, eu sou do bando
Impermanente das aves friorentas;
E nos galhos dos anos desbotando
Já as folhas me ofuscam macilentas;
E vou com as andorinhas. Até quando?
A vida breve não perguntes: cruentas
Rugas me humilham. Não mais em estilo brando
Ave estroina serei em mãos sedentas.
Pensa-me eterna que o eterno gera
Quem na amada o conjura. Além, mais alto,
Em ileso beiral, aí espera:
Andorinha indemne ao sobressalto
Do tempo, núncia de perene primavera.
Confia. Eu sou romântica. Não falto.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
...a gastronomia, que se alia nos sabores à elegância...

Pelas ruas estreitas espreitam as gentes por entre a festa !Expo-égua, no coração do Ribatejo,Golegã.”Capital do Cavalo”,agora pertença das fémeas...garbosa e enfeitada.
Vislumbram-se as mantas descendo pelas janelas a par das sardinheiras garridas,numa competição de beleza!
São as romarias de gente conhecida de gente diferente.A procissão do galope,as batidas das charretes e ferraduras na calçada típica ,... cavaleiros e amazonas vestidos a rigor!
Manjares soberbos, a gastronomia, que se alia nos sabores à elegância, aos odores do animal tipico....Pompa e circunstância,honrarias,...cor e movimento na lezíria rústica na noite morna convidativa!
Cartaz retirado de:http://www.cm-golega.pt/golega/NoticiasEventos/Noticias/Expoegua_2010.htm
quinta-feira, 20 de maio de 2010
...liberdade...Ainda tímida, recém saída...

Apenas costumo publicar poesia portuguesa,no entanto vou abrir uma excepção e dar-vos este lindo poema de liberdade de uma autora brasileira que desconhecia,mas que é magnífica.Escreve em português e isso é muito bom.Vale a pena ler
MINHA LIBERDADE
Dentre o que posso te oferecer
Te ofereço minha liberdade
Ainda tímida, recém saída
Do invólucro da invisibilidade
Que a mantinha prostrada
Débil , escondida
Te ofereço meus sentimentos inacabados
Ainda não burilados
Em minhas portas e janelas
Há muitas crenças abauladas
Muitas vontades
Em becos fétidos guardadas
Preciso sorver a essência da amenidade
O brilho tenaz da humildade
Não há sapiência
Na vaidade
Não há vida
Sem verdadeira serenidade
Interessa-me a alma
Despretensiosamente vestida
Quero trocar o casaco de pele
Pela blusa velha , puida
Leve e despojada
Num encontro decisivo com o nada
Calço a consciência
Com chinelos surrados
Desafrouxo os cintos apertados
Deixo os pés descalços simplesmente
Ainda que por um evaporável instante
Do meu caminhar errante
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